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Até fins dos anos 60 o Brasil ainda baseava seus conceitos de defesa aérea em conhecimentos oriundos da Segunda Guerra Mundial, muito distantes das realidades daquela época, em um mundo mergulhado na Guerra Fria. Com a introdução dos Mirage III EBR e DBR a Força Aérea Brasileira iniciava uma nova etapa em sua missão de guardiã do espaço aéreo brasileiro. No ano de 1972 entravam em serviço os primeiros aviões supersônicos militares em céus brasileiros e com eles toda uma nova concepção de interceptação e superioridade aérea.

Uma história que não pode ser esquecida.

Visão geral

O trabalho (com versão para a língua inglesa) tem início com um histórico sobre as ligações entre Brasil e França no que tange à aviação desde os tempos da Primeira Guerra Mundial quando, logo ao findar o conflito, o Brasil passa a operar aviões de origem francesa, passando pelos nossos primeiros aviões de caça SPAD, aviões de treinamento e outros.

Ao contrário do que se pode pensar, a vinda dos supersônicos Mirage para Força Aérea Brasileira (FAB) não foi somente uma questão de defesa aérea.

Conjuntamente com nosso primeiro interceptador supersônico, todo um “pacote” de conhecimentos sobre defesa aérea, controle de tráfego aéreo, manutenção e gerência e conhecimentos sobre as modernas formas de combate foram absorvidas pela aviação militar e civil brasileiras.

Enquanto por um lado, os Mirage incorporavam à FAB doutrinas até então inexistentes no Brasil nos anos 60 no que tange à aviação de interceptação e superioridade do espaço aéreo brasileiro, por outro todo um imenso conhecimento veio se incorporar ao controle moderno do tráfego aéreo civil no que hoje conhecemos como CINDACTA/SISDACTA. Não fosse aquele momento histórico e a visão de futuro do então Ministro da Aeronáutica Brigadeiro-do-Ar Marcio de Souza e Mello, e nós não teríamos entrado na era do supersônico e na modernidade em termos de controle de espaço aéreo.

Tudo isso, é lógico, mostrado no livro como conseqüência de um grande trabalho proveniente de negativas dos Estados Unidos da América em nos fornecer tal tecnologia quando da necessidade de aquisição, pela FAB, de novos aviões de caça F-5, então negados pelo Governo Americano, o que nos levou a buscar na Europa, mais precisamente na França, uma opção moderna para a defesa do espaço aéreo brasileiro. Foi uma “cartada“ certa, no momento certo.

O problema de reequipamento da FAB relatado no trabalho, vem desde nossa primeira aquisição de jatos de combate no fim dos anos 50 pela obsolescência dos aviões P-47 oriundos da Segunda Guerra Mundial, quando, pela primeira, vez a FAB busca fora do hemisfério a compra de aviões de primeira linha, fazendo com que a aviação brasileira adentre a era do jato com os Gloster Meteor F-8 e TF-7 de procedência inglesa.

A tecnologia absorvida pelo Brasil com a compra dos Mirage III

O trabalho relata com clareza que, sempre que a aviação militar do Brasil obteve uma negativa dentro do hemisfério para sua modernização, buscou, com independência, uma opção européia, mostrando que a segurança nacional não poderia ficar mercê de vontades ou cerceamentos por parte dos Estados Unidos ou qualquer outra potência. O livro não trata obviamente somente das questões tecnológicas sobre os Mirage III EBR Brasileiros, mas também traz à baila os procedimentos do governo brasileiro frente a problemas de reequipamento da FAB, porém mais especificamente como no caso dos aviões franceses, buscou conjuntamente trazer muito mais do que um conceito de interceptação aérea.

O suporte técnico e a construção de uma Base Aérea especifica no Brasil - Base Aérea de Anápolis - Os primeiros pilotos de supersônicos da FAB

O sistema de proteção ao vôo, controle de espaço aéreo (civil e militar), procedimentos de interceptação, e principalmente a garantia de que o espaço aéreo do Brasil possa ser defendido de possíveis agressões externas oriundas de países limítrofes é relatada buscando sempre uma forma didática, mostrando questionamentos de época, como as inconstâncias políticas dos anos 60, durante a Guerra Fria, onde as fronteiras teriam obrigatoriamente uma defesa armada. As questões de política externa, as pretensões do Brasil em elaborar um Comando de Interceptação, a construção da Base Aérea de Anápolis com características únicas para operar os supersônicos Mirage III EBR, o envio de pessoal para treinar na França e as operações realizadas nos 36 anos de serviço ativo na FAB, são tópicos narrados no livro.

Informações sobre os Mirage III operados pela FAB

Seu custo, procedimentos de compra, lista completa de todos os MIRAGE III utilizados no Brasil com datas de descarga e números de fabricante, local de manutenção e projeção de tempo de vida útil da aeronave, viabilidade de continuidade em operações e, afinal, sua retirada de serviço, sendo a FAB a última força aérea a manter por tanto tempo aviões do tipo MIRAGE III em serviço ativo no mundo.

Material Ilustrativo inédito

É claro que nada disso seria um bom trabalho sem farta ilustração. Gilson Marôco - um dos mais renomados desenhistas de aviação atualmente no Brasil - confeccionou mais de 40 desenhos com os quais se é possível conhecer em detalhes plantas em três vistas coloridas, símbolos da unidade operacional dos MIRAGE brasileiros, desenhos laterais coloridos sobre as diversas formas de pinturas recebidas pelos aviões durante seu período de utilização no Brasil e detalhes à cores dos “letterings”, avisos externos e uniforme de pilotos.

Um farto material fotográfico também faz parte do trabalho, com dezenas de fotografias a cores de detalhes, aviões em vôo, durante manutenção, durante operações, armamento, municiamento, fotos dos mísseis empregados pelos Mirage III EBR brasileiros, abordando os mísseis Piranha de fabricação nacional. As fotos, muitas inéditas, foram fornecidas pela própria FAB e pelos fotógrafos Leandro Maldonado e M. Donati.

O livro também conta a história da mídia brasileira em função dos Mirage III EBR, que em verdade vieram trazer um conceito diferente por utilizarem “asa em forma de delta”. Propagandas oficiais de época, da imprensa em geral, literatura a respeito e material impresso sobre o assunto, bem como, a exploração do “visual” dos Mirage III EBR brasileiros em filmes de divulgação. Uma abordagem nunca mostrada antes, onde até mesmo a divulgação por “pôster” mostrava ao público os “nossos novos aviões supersônicos”. Inúmeras são as ilustrações inéditas mostradas no livro.

O trabalho com certeza é inédito por abordar todos esses temas relativos aos Mirage III EBR da Força Aérea Brasileira que, de 1972 a 2005, ano em que foram retirados de serviço, mostraram sua capacidade em missões diversas, desde a simples interceptação até as missões de ataque ao solo. A parte escrita da obra está dividida em 19 capítulos e 11 subtítulos, somando-se às ilustrações conforme já descrito.

Ficha Técnica:
Autor: Paulo Fernando Kasseb
Revisão: Cássia Pires e Vivian Rios
Versão para o Inglês: Gisele Nazar
Revisão Inglês: Guacy Machado Teixeira
Ilustrações : Gilson Marôco
Fotos: Acervo do Autor, FAB, Leandro Maldonado e Mauro Donati.
Dados Técnicos:
Idiomas: Português e Inglês
Formato: 24 x 22 cm
Papel Capa: Couchet 320 gr
Papel Miolo: Couchet 150 gr
Total de páginas: 124 (incluindo capas)Impresso totalmente em 4 cores no Brasil
Editora: ZLC Comunicação e Marketing Ltda.
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MIRAGE III EBR/DBR

NA FORÇA AÉREA BRASILEIRA - FAB

(in the Brazilian Air Force)