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Edenilson deixa o Grêmio após renovação: transferência para o Botafogo em avanço

Edenilson deixa o Grêmio após renovação: transferência para o Botafogo em avanço
16 fevereiro 2026 11 Comentários Gustavo Campos

Quando Edenilson assinou a renovação de contrato com o Grêmio em dezembro de 2025, parecia um final feliz. O meia de 36 anos, que chegou em abril de 2024 do Atlético-MG, havia se tornado peça-chave: 91 jogos, nove gols e nove assistências, líder em passes decisivos e segundo em minutos jogados na temporada. Mas o que parecia estabilidade virou uma virada inesperada. Em fevereiro de 2026, o jogador foi excluído dos treinos e jogos, e agora negocia sua saída para o Botafogo — uma mudança que expõe como decisões administrativas podem ser apagadas por novas lideranças, mesmo quando já estão formalizadas.

Renovação fechada, mas não celebrada

A renovação de Edenilson até dezembro de 2026 foi concluída sob a gestão do ex-presidente Alberto Guerra. O acordo incluiu uma redução salarial — algo raro para um jogador com seu desempenho — mas foi visto como um sinal de lealdade. Técnicos como Luiz Felipe Scolari e Mano Menezes defendiam sua permanência. Ele era o único titular com contrato expirando no fim de 2025, e sua liderança no campo, inclusive usando a braçadeira de capitão em alguns jogos, o tornava um símbolo de consistência. A assinatura final era só de Guerra, o que tornava o acordo juridicamente vinculativo. A nova diretoria, liderada por Odorico Roman, optou por respeitar o compromisso — mas apenas por fora.

Queda brusca sob a nova comissão técnica

Tudo mudou com a chegada de Luis Castro como técnico em janeiro de 2026. O português, conhecido por seu estilo exigente e tática de alta pressão, não encaixou Edenilson em seu modelo. A virada aconteceu após a derrota para o São Paulo em janeiro: o jogador foi substituído aos 35 minutos, e nunca mais foi convocado. Nem mesmo para a semifinal da Copa GauchãoRio Grande do Sul, torneio onde o Grêmio é tradicionalmente forte. Apesar de ter jogado sete partidas e marcado três gols em 2026, sua influência foi considerada insuficiente. A comissão técnica passou a ver o veterano como um obstáculo à renovação do elenco.

Um processo de desmontagem silencioso

A diretoria do Grêmio, sob Roman, já vinha liberando jogadores que não encaixavam no novo projeto. Tiago Volpi, Rodrigo Ely, Lucas Esteves, Camilo, Olivera e Jemerson já tinham deixado o clube antes de Edenilson. A estratégia era clara: reduzir salários, abrir espaço para jovens e romper com a lógica de contratações anteriores. O que torna o caso de Edenilson ainda mais curioso é que ele foi um dos poucos a aceitar corte salarial para permanecer. A própria mídia local, como o Correio do Povo, apontou que a renovação foi respeitada por razões legais, mas não por convicção. Ainda assim, a pressão dos torcedores cresceu. Nos estádios, os gritos de "fora Edenilson" se tornaram comuns — algo que, segundo o Zonamista.com.br, foi amplificado por sua postura mais reservada e falta de presença nas redes sociais.

Por que o Botafogo?

Por que o Botafogo?

O Botafogo apareceu como a única opção viável. O clube carioca, em fase de reestruturação sob o comando de Diego Souza (técnico) e Carlos Augusto (diretor de futebol), busca experiência para o meio-campo e tem espaço no orçamento. Edenilson, mesmo aos 36, ainda tem condição física e inteligência de jogo para ser titular em um time que busca equilíbrio entre juventude e liderança. O acordo, segundo fontes da imprensa carioca, já está em fase final — com passaporte e exames médicos em andamento. A transferência deve ser anunciada até o final de fevereiro.

Um exemplo de como o futebol moderno trata veteranos

O caso de Edenilson não é isolado. No futebol brasileiro, veteranos com bom desempenho mas que não são "fashion" — ou seja, não têm apelo midiático ou redes sociais — são cada vez mais descartados. Ele não era o jogador mais rápido, mas era o mais consistente. Fazia passes certeiros, marcava gols em cobranças de falta e organizava o meio-campo com calma. Sua saída mostra uma contradição: o Grêmio celebra a renovação como um ato de estabilidade, mas a execução da política esportiva é feita com um pé nas portas. O clube perde um jogador que, em termos de valor por salário, era um dos melhores do Brasil em 2025. E ainda enfrenta críticas por não ter sido mais transparente.

O que acontece agora?

O que acontece agora?

O Grêmio ainda tem que resolver o contrato com Edenilson. A rescisão será por mútuo acordo, com uma compensação financeira — provavelmente parte do salário restante. Enquanto isso, o time busca um substituto. A tendência é que o clube aposte em um jovem de até 23 anos, talvez do próprio elenco juvenil. Mas será que alguém conseguirá repetir o desempenho? Em 2025, ele foi o único jogador do Grêmio com mais de 700 minutos jogados e mais de sete assistências. Isso não se replica facilmente.

Frequently Asked Questions

Por que Edenilson aceitou uma redução salarial para renovar?

Edenilson aceitou a redução salarial porque queria permanecer no Grêmio, clube onde se sentia valorizado e tinha um papel central. Ele era o único titular com contrato expirando, e havia recebido propostas de outros clubes, mas optou por manter a lealdade. Além disso, a renovação garantia estabilidade financeira e evitava o risco de uma transferência forçada. A decisão foi vista como um gesto de compromisso, especialmente após o apoio de Scolari e Mano Menezes.

O que levou à exclusão de Edenilson da equipe em 2026?

A exclusão foi resultado da mudança de estilo tático de Luís Castro, que prioriza alta intensidade e movimentação constante. Edenilson, apesar de eficiente, não se encaixava nesse modelo. Após ser substituído no jogo contra o São Paulo, a comissão técnica o classificou como "fora do perfil". A ausência de convocações para a Copa Gauchão confirmou que ele não fazia parte dos planos futuros, mesmo com sua experiência e números.

Como o Grêmio justifica a rescisão após a renovação?

O clube alega que a renovação foi respeitada formalmente, mas que o novo técnico tem autonomia para definir o elenco. A diretoria argumenta que a decisão de rescindir se baseia em critérios esportivos, não administrativos. No entanto, especialistas apontam que o timing — logo após a renovação — gera suspeitas de má-fé. Ainda assim, legalmente, a rescisão por mútuo acordo é válida, especialmente com compensação financeira.

O que isso significa para outros jogadores veteranos no Grêmio?

O caso de Edenilson serve de alerta: mesmo com bom desempenho e contratos renovados, jogadores mais velhos não têm mais segurança. A tendência do Grêmio é priorizar jovens e reduzir custos. Outros veteranos, como o zagueiro Jemerson e o goleiro Volpi, já foram dispensados. A mensagem é clara: a era da lealdade baseada em números está sendo substituída pela era do perfil tático e da imagem.

Edenilson ainda tem condições físicas para jogar no Botafogo?

Sim. Apesar da idade, ele mantém excelente condição física, com apenas dois dias de lesão nos últimos 18 meses. Seu índice de desempenho por minuto jogado é superior à média da Série A. No Botafogo, onde o ritmo é mais controlado e o meio-campo precisa de liderança, ele pode ser titular. Ainda jogou sete partidas em 2026 com três gols — um ritmo que supera muitos jogadores da liga.

O que o caso revela sobre a gestão do Grêmio?

O caso expõe uma fragilidade na governança: decisões estratégicas tomadas por uma gestão são anuladas pela próxima, mesmo quando já estão formalizadas. Isso gera insegurança jurídica e desmotivação no elenco. Edenilson foi um exemplo de profissionalismo — e seu afastamento mostra que, no futebol atual, a lealdade pode ser ignorada em nome de mudanças rápidas, mesmo que custem reputação e desempenho.

11 Comentários

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    Diego Almeida

    fevereiro 18, 2026 AT 10:43
    Pô, isso é o futebol moderno em ação! 😅 Edenilson fez tudo certo: renegociou salário, foi líder, jogou 91 partidas... e o novo presidente simplesmente "esqueceu" o contrato. Aí vem o Luis Castro com seu sistema de alta pressão e diz que o cara "não encaixa". Mas se encaixava antes? Aí é que tá o drama: não é tática, é política interna. E o pior? Torcedor grita "fora Edenilson" enquanto o clube vira as costas. #GrêmioNaCena
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    Vinícius Carvalho

    fevereiro 18, 2026 AT 22:36
    Eu fico triste com isso. Edenilson era um dos poucos que ainda jogava com coração. Não era o mais rápido, mas era o que mais passava certo, que levantava o time. O técnico novo quer jogadores que corram como se tivessem fogo no pé, mas esquece que futebol também é inteligência. Ele merecia um final de carreira mais bonito. 🙏
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    Rejane Araújo

    fevereiro 20, 2026 AT 13:43
    É difícil ver um jogador tão dedicado ser tratado assim. Ele aceitou redução salarial pra ficar, mostrou lealdade... e agora é descartado como um equipamento obsoleto. O Botafogo tá fazendo um ótimo movimento - eles precisam de liderança, e ele tem isso em abundância. Espero que ele vá com dignidade e continue sendo referência. 💪❤️
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    agnaldo ferreira

    fevereiro 20, 2026 AT 19:56
    Considerando os parâmetros contratuais, a renovação firmada sob a gestão de Alberto Guerra possui vínculo jurídico indiscutível. A atuação da nova diretoria, ao marginalizar o atleta apesar da conformidade legal, configura uma violação de princípios éticos e de boa-fé objetiva. A justificativa tática é meramente instrumental, uma vez que os índices de desempenho permaneceram estáveis. A rescisão por mútuo acordo, embora legal, carece de legitimidade moral.
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    pedro henrique

    fevereiro 21, 2026 AT 02:49
    Vai me dizer que o Edenilson é um gênio? Ele é um cara que joga há 20 anos e só sobrevive porque o Grêmio é um clube que não tem alternativa. O novo técnico tá certo: o futebol moderno não quer mais velho com passado bonito. Quer garoto que corre, que marca, que faz vídeo. Se ele fosse um jovem de 22, ninguém botaria a mão na cabeça. Mas como é um veterano? Vai pro lixo. É isso aí.
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    Gilvan Amorim

    fevereiro 21, 2026 AT 14:37
    A gente esquece que o futebol não é só jogo. É história. Edenilson representou algo maior: consistência. Enquanto todo mundo busca o novo, o espetacular, o viral, ele estava lá, quieto, fazendo o trabalho. E agora? A diretoria quer apagar ele da memória. Mas a torcida lembra. E o Botafogo sabe disso. Talvez o verdadeiro erro do Grêmio não tenha sido rescindir... mas ter deixado ele ir pra um rival.
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    Bruna Cristina Frederico

    fevereiro 22, 2026 AT 07:39
    O Botafogo fez a única escolha inteligente. Edenilson é um jogador que ainda tem muito a oferecer, e o clube carioca está construindo um time com equilíbrio, não só com jovens. Ele traz experiência, liderança e qualidade técnica - tudo que falta em muitos elencos hoje em dia. Parabéns ao Botafogo por enxergar o valor real.
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    Flávia França

    fevereiro 22, 2026 AT 07:51
    Essa história é uma piada. Um cara que renegociou salário pra ficar e aí o novo presidente tá tipo: "ah, mas eu não gosto do jeito dele". E o técnico? "Não encaixa no sistema". O sistema? O sistema é o dinheiro, o marketing, o TikTok. O Edenilson não tem 10 milhões de seguidores, então é lixo. Aí o Botafogo pega ele como um tesouro escondido. O Grêmio tá se tornando um clube de influencer, não de futebol. 😒
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    Alexandre Santos Salvador/Ba

    fevereiro 22, 2026 AT 08:22
    Só um maldito carioca pode fazer isso. O Botafogo tá roubando nosso herói. Eles sabem que o Edenilson é o último verdadeiro grêmista. Agora vão usar ele pra humilhar o Grêmio. E a diretoria? Tá vendendo o clube pra fora. Isso não é esporte, é traição. Eles vão pagar por isso. Um dia, o Botafogo vai ver que não é só dinheiro que ganha campeonato. Eles vão sofrer. Eu juro.
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    Wanderson Henrique Gomes

    fevereiro 23, 2026 AT 09:17
    Acho que o Grêmio tá errado. Não é só sobre tática. Edenilson foi o cara que mais passou certo na temporada. Se o técnico não quer ele, que troque o técnico. Não o jogador. Eles perderam um ativo valioso por causa de uma mudança de direção. O Botafogo tá ganhando um jogador que vai fazer diferença. E o Grêmio? Vai ter que pagar pra encontrar alguém que faça o mesmo. E não vai achar.
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    João Victor Viana Fernandes

    fevereiro 23, 2026 AT 23:10
    O Edenilson é o espelho da nossa contradição. Queremos jogadores leais, mas só se eles forem jovens e bonitos. Queremos história, mas só em vídeos. Ele não é o mais rápido, mas é o que mais pensa. E o futebol moderno não quer pensar - quer explosão. Ele foi expulso não por falta de talento, mas por não ser rentável na era da imagem. Talvez o verdadeiro legado dele não seja o número de jogos, mas o fato de ter feito o que era certo, mesmo quando ninguém mais fazia.

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