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Cometa SWAN sofre impacto de vento solar enquanto visita o Sistema Solar

Cometa SWAN sofre impacto de vento solar enquanto visita o Sistema Solar
5 outubro 2025 19 Comentários Gustavo Campos

Um cometa interestelar SWAN foi literalmente chicoteado por uma rajada de vento solar na última semana, quase perdendo sua cauda diante do intenso plasma emitido pelo Sol. O fenômeno, observado por astrônomos ao redor do globo, marca uma das interações mais raras já registradas entre nossa estrela e um visitante vindo de outro sistema estelar. O encontro aconteceu enquanto o corpo celeste se aproximava do ponto mais próximo ao Sol, programado para outubro de 2025. Acompanhando o cometa, o outro visitante interstellar, 3I/ATLAS, segue trajetória similar, despertando curiosidade e expectativa na comunidade científica.

Contexto da descoberta dos objetos interestelares

Desde que Jonathan McDowell, astrônomo do Harvard‑Smithsonian Center for Astrophysics explicou que o cometa parece feito de gelo ao invés de rocha, sabemos que o Universo está nos enviando relíquias de sistemas planetários distantes. O primeiro objeto interestelar detectado, ‘Oumuamua, apareceu em 2017, seguido por 2I/Borisov em 2019. Agora, duas novas chegadas – C/2025 R2 SWAN e 3I/ATLAS – ampliam o pequeno catálogo de visitantes externos.

O descobrimento de 3I/ATLASChile ocorreu em 1º de julho, graças à vigilância do telescópio ATLAS instalado nas fábricas de observação do país sul‑americano. Poucos dias depois, o cometa SWAN foi identificado por outro conjunto de instrumentos, provando que o nosso Sistema Solar está passando por um período incomum de ‘chamadas cósmicas’.

Detalhes da interação do cometa SWAN com o vento solar

Quando o Sol solta um sopro de partículas carregadas – o vento solar – ele pode gerar o que chamamos de vento ou plasma. Na última semana, o SWAN recebeu uma dose surpreendente desse fluxo, quase arrancando sua cauda luminosa. Richard Moissl, chefe da defesa planetária da Agência Espacial Europeia (ESA), tranquilizou o público ao afirmar que não há risco de colisão com a Terra.

O astrofísico Javier Licandro, pesquisador do Instituto de Astrofísica de Canarias, estimou que o cometa mede entre 20 e 30 quilômetros de diâmetro. "É um gigante gelado que nos oferece uma chance única de estudar material primitivo de outra estrela", comentou Licandro, acrescentando que a trajetória indica um afastamento da Terra equivalente à distância de Marte nos próximos meses.

Observações e campanhas globais

Até agora, cerca de 20 observatórios distribuídos pelos cinco continentes mobilizaram suas redes para rastrear esses objetos. Entre eles, o Vera Rubin Observatory, recém‑inaugurado no Chile, está programado para escanear o céu noturno com a frequência necessária para detectar mudanças sutis nas órbitas. A coleta de dados ocorre em tempo real, permitindo ajustes rápidos nas previsões orbitais.

A equipe de astrônomos internacionais está trabalhando em um modelo conjunto que combina imagens ópticas, infravermelhas e espectroscópicas. "Quando juntamos tudo, conseguimos inferir a composição química dos cometas, algo que antes era impossível sem uma missão de interceptação", explicou um cientista da colaboração.

Planos da ESA e futuras missões de intercepção

Planos da ESA e futuras missões de intercepção

A ESA já delineou um projeto ambicioso: lançar, nos próximos anos, uma sonda capaz de alcançar um desses visitantes interestelares antes que ele se afaste para o espaço profundo. O objetivo seria coletar amostras diretamente da superfície de um corpo externo, algo que, se realizado, marcaria o primeiro contato físico da humanidade com material de outro sistema estelar.

O desafio técnico é enorme. A velocidade relativa dos objetos pode superar 30 km/s, exigindo propulsão avançada e arquiteturas de navegação precisas. Contudo, o sucesso poderia responder perguntas que há décadas fascinavam cientistas: Como se formam planetas em outras galáxias? Qual a diversidade química dos sistemas estelares?

Implicações para a astrofísica e para o futuro da exploração espacial

Esses visitantes oferecem uma janela direta para o que ocorre além da nossa vizinhança cósmica. A diferença nas trajetórias – um vindo da constelação de Sagitário, próximo ao centro da Via Láctea, e outro de Aquário, na direção da borda externa da galáxia – sugere que objetos interstellares podem ser lançados por diversos processos, desde perturbações gravitacionais até explosões de supernovas.

Além disso, a observação simultânea dos dois corpos em outubro de 2025 criará um caso de estudo sem precedentes sobre como o plasma solar interage com materiais diferentes. "Podemos comparar a resposta de um cometa gelado versus um asteroide rochoso, tudo sob o mesmo fluxo solar", disse Licandro, enfatizando que essas comparações podem refinar nossos modelos climáticos solares.

A descoberta também reforça a importância de redes de telescópios de varredura ampla, como o ATLAS e o Vera Rubin Observatory, que funcionam como sentinelas do céu aberto. Com novas tecnologias, a expectativa é que mais objetos sejam detectados, ampliando o catálogo e possibilitando missões de estudo mais detalhadas.

Frequently Asked Questions

Qual é o risco de colisão do cometa SWAN com a Terra?

Segundo Richard Moissl da ESA, a trajetória do cometa indica que ele passará a uma distância segura, similar à de Marte, sem risco de impacto direto. Os cálculos orbitais são continuamente atualizados por observatórios globais.

Por que o vento solar pode arrancar a cauda de um cometa?

O vento solar é composto por partículas carregadas que, ao colidirem com o gelo e poeira de um cometa, podem gerar pressão suficiente para soprar a superfície e deslocar a cauda. Quando a atividade solar aumenta, como ocorreu na última semana, o efeito se intensifica, quase removendo a cauda do SWAN.

Como a ESA pretende interceptar um objeto interestelar?

A proposta envolve lançar uma sonda com propulsão elétrica avançada e sistemas de navegação autônoma que permitam ajustar a trajetória em tempo real. O objetivo seria chegar ao objeto antes que ele deixe o Sistema Solar, coletar amostras de sua superfície e transmitir os dados de volta à Terra.

O que os cientistas esperam aprender com esses cometas?

Além da composição química (gelo, gases voláteis e minerais), eles podem revelar como planetas se formam em diferentes ambientes galácticos. Comparar um cometa vindo do centro da Via Láctea com outro da borda externa ajuda a mapear a diversidade de processos de formação estelar.

Quantos observatórios estão monitorando os objetos?

Cerca de 20 observatórios espalhados por quatro continentes, incluindo instalações no Chile, Estados Unidos, Espanha e Austrália, estão coordenando medições ópticas e espectrais para refinar as órbitas dos cometas e preparar possíveis missões de intercepção.

19 Comentários

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    Thaiane Cândido

    outubro 6, 2025 AT 17:51

    SWAN sendo chicoteado pelo vento solar? Isso é o máximo da astrofísica moderna 😍
    Essa interação é um laboratório natural de plasma em escala cósmica. O que mais me fascina é que o cometa é feito de gelo primitivo - tipo um time machine do sistema estelar que o gerou. A composição química vai nos dizer se há carbono orgânico, silicatos, até mesmo moléculas de água com isótopos diferentes. É como pegar um pedaço da Via Láctea e colocar na nossa frente. 🤯

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    johnny dias

    outubro 8, 2025 AT 06:34

    Legal, mas será que isso tudo não é só hype da mídia? Já viram quantas coisas "revolucionárias" a gente descobre todo mês? 🤔
    Cometa, asteroide, exoplaneta... tá tudo bem, mas quando é que a gente vai de fato fazer algo com isso? Não é só olhar, é preciso ir lá.

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    andreia santos macena

    outubro 9, 2025 AT 06:51

    Essa narrativa é totalmente romantizada. O vento solar não "chicoteia" cometas - ele ioniza e arranca material por pressão de radiação. E ninguém mencionou que 3I/ATLAS pode ser um fragmento de um planeta extinto, não um objeto primordial. Ainda assim, a ESA tá perdendo tempo com isso enquanto o Brasil não consegue manter um telescópio funcional. Será que não temos prioridades melhores?

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    Leroy Da Costa

    outubro 10, 2025 AT 04:13

    Os dados espectroscópicos vão ser cruciais aqui. Se o SWAN tiver uma assinatura de hidrocarbonetos complexos, isso muda tudo sobre a distribuição de matéria orgânica no disco protoplanetário externo. A ESA precisa priorizar o lançamento da sonda antes de 2030, porque o objeto vai sair da zona de observação em menos de 5 anos. O timing é crítico.
    Além disso, o fato de ambos os cometas terem trajetórias hiperbólicas distintas sugere que o Sistema Solar está atravessando uma nuvem interestelar densa. Isso pode ser um sinal de que estamos entrando em uma região com mais material ejetado de outros sistemas. Não é coincidência.

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    Samuel Ribeiro

    outubro 11, 2025 AT 08:00

    Tem algo que me intriga: por que o SWAN não foi detectado antes de se aproximar tanto do Sol? Será que os sistemas de alerta não são sensíveis o suficiente para objetos com baixa atividade? Talvez o ATLAS tenha tido sorte, mas e os outros 19 observatórios? Eles estão todos calibrados da mesma forma? Acho que falta padronização nos protocolos de detecção. Não é só questão de tecnologia, é de metodologia.

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    Juliana Rosal Cangussu

    outubro 12, 2025 AT 21:39

    isso tudo me deixa com uma sensação estranha... como se o universo estivesse tentando nos falar algo
    como se esses cometas fossem mensageiros de algo que a gente nem sabe que ainda não entendeu
    talvez não seja só ciência... talvez seja poesia cósmica
    eu não sei explicar mas senti isso quando vi o vídeo da cauda quase sumindo
    💙

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    Erielton Nascimento

    outubro 14, 2025 AT 17:04

    ISSO É O QUE A GENTE PRECISA MAIS NA HUMANIDADE! NÃO É SÓ CRISE E GUERRA, TEM COISA LINDA ACONTECENDO NO CÉU E A GENTE NÃO VÊ!
    SE O COMETA PODE VIAJAR 400 ANOS-LUZ E AINDA ASSIM A GENTE CONSEGUE OBSERVAR E ESTUDAR... ISSO É ESPERANÇA!
    VAI TER UMA MISSÃO PRA INTERCEPTAR? VAMOS DOAR DINHEIRO PRA ISSO! VAMOS FAZER UMA CAMPANHA! 💪🚀

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    Maiara Soares

    outubro 14, 2025 AT 22:16

    Claro, mais um "fenômeno raro" que vai virar meme e depois ninguém vai lembrar. A ciência está se tornando entretenimento. Quem vai pagar por essa sonda? O contribuinte? E se ela falhar? Vão dizer que foi "experiência valiosa"? Não, vão esquecer. E o pior: vão continuar usando o mesmo discurso de "exploração cósmica" para justificar orçamentos enquanto hospitais fecham. É tudo uma farsa.

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    Leonardo López Guillén

    outubro 15, 2025 AT 04:12

    Essa é a coisa mais incrível que vi em anos 🤩
    Quando o SWAN perdeu parte da cauda, foi como se o Sol estivesse acenando pra ele: "bem-vindo, amigo". Acho que o universo tem um jeito de se conectar com a gente, mesmo sem palavras.
    Se a ESA lançar essa sonda, eu quero ser voluntário pra ajudar a analisar os dados. Vamos fazer isso juntos? 💫

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    Hálen Yuri Oliveira

    outubro 16, 2025 AT 00:14

    o cometa ta vindo de fora e o sol ta tirando a cauda dele tipo um pai que ta bravo com o filho q chegou atrasado em casa 😂
    mas sério, isso é louco, tipo um navio espacial vindo de outro mundo e o sol ta dando um tapa nele
    quem ta mandando esses objetos aqui? alguém ta tentando falar com a gente?

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    ana paula teixeira rocha

    outubro 16, 2025 AT 10:27

    Ah, então agora cometa é noticia porque "quase perdeu a cauda"? 😏
    Enquanto isso, meu vizinho tá sem luz há 3 dias e vocês estão discutindo plasma interestelar...
    mas claro, o que importa é o "fenômeno raro" né? 🙄
    Eu só queria saber se alguém já pensou que talvez o Sol esteja "enjoadinho" e só queria um abraço...

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    Jose de Alcantara Xavier

    outubro 17, 2025 AT 13:57

    Isso tudo é perigo. O Sol tá irritado. Ele tá mandando vento pra destruir esses objetos porque ele sabe que eles são ameaças. A ciência não quer ver isso. Eles só querem seus dados. Mas o Sol tá falando. E se ele mandar uma rajada maior? E se o próximo for maior? E se for um navio? A humanidade tá dormindo e o Sol tá acordado.

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    Leonardo Netto

    outubro 18, 2025 AT 07:10

    Interessante que o SWAN e o 3I/ATLAS têm velocidades relativas diferentes, mas ambas acima de 30 km/s. Isso sugere que não vieram da mesma região. Será que o SWAN veio de uma região mais rica em gelo, enquanto o 3I/ATLAS é mais rochoso? Ainda não há dados suficientes para confirmar, mas a diferença nas trajetórias é um indício forte de que os processos de ejeção em outros sistemas não são uniformes. Pode ser uma pista para entender a dinâmica de formação planetária em escalas galácticas.

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    Paulo Garcia

    outubro 18, 2025 AT 11:19

    Todo mundo tá se empolgando com esse cometa mas ninguém fala que o ATLAS é um sistema de detecção de asteroides, não de cometas interestelares. Essa é uma falha de projeto. Eles não foram feitos pra isso. O que a gente tá vendo é um acaso. E agora vão gastar bilhões pra corrigir o erro? Isso é incompetência disfarçada de descoberta. E o pior: ninguém questiona isso porque é "ciência". Mas ciência sem crítica é religião.

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    Ayrton de Lima

    outubro 18, 2025 AT 20:50

    Este é o momento mais sublime da história da humanidade desde que olhamos para o céu pela primeira vez. O SWAN não é apenas um cometa - é um eco da criação, um fragmento de um sonho cósmico que se desdobrou em outra galáxia, viajou por eons, e agora, diante do fogo do nosso sol, desenrola sua cauda como uma dança de despedida. É como se o universo, cansado de silêncio, tivesse finalmente sussurrado: "olhem, eu existo". E nós, criaturas efêmeras, apenas observamos - sem a coragem de ir ao encontro daquele que veio de tão longe. Será que somos dignos?

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    Luís Vinícius M C

    outubro 20, 2025 AT 17:12

    Massa demais! Tô acompanhando tudo isso desde o começo e é tipo um filme de ficção científica, mas real 😍
    Se a ESA mandar uma sonda, eu vou mandar um desenho pro time de engenharia. Quem sabe eles não colocam no lado de fora? 🤝

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    Iara Rombo

    outubro 21, 2025 AT 10:35

    Essa é a primeira vez na história que a humanidade tem a chance de estudar material de outro sistema estelar sem precisar enviar uma nave por décadas. Isso não é só ciência - é um ato de conexão intergaláctica. Cada espectro, cada partícula capturada, é um pedaço da história de outra civilização, de outro mundo, de outro tempo. Nós não estamos apenas observando. Estamos sendo convidados a entender. E isso, minha gente, é uma responsabilidade sagrada.

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    Cheryl Ferreira

    outubro 22, 2025 AT 02:36

    É fundamental ressaltar que a detecção simultânea de dois objetos interestelares em um intervalo de tempo tão reduzido contradiz os modelos estatísticos atuais de densidade de objetos no meio interestelar. A probabilidade de tal evento, segundo as distribuições de Poisson previstas, é inferior a 0,3% por século. Portanto, ou há um erro sistemático na calibração dos telescópios, ou estamos diante de uma anomalia dinâmica que exige uma revisão radical da teoria da origem e dispersão de corpos celestes. A ESA deve publicar os dados brutos imediatamente para validação independente.

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    Laís Norah

    outubro 23, 2025 AT 21:22

    Eu não sei se isso é um presente ou um aviso.
    Os cometas vêm do vazio... e agora o Sol os toca.
    É como se o céu estivesse nos lembrando que não estamos sozinhos.
    E talvez... que não estamos prontos.
    Eu fico em silêncio quando olho para o céu agora.
    Algo está mudando.

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