Gol relâmpago, duas assistências da joia do meio-campo e um clássico quente do início ao fim. O Cruzeiro bateu o Atlético por 2 a 1, neste sábado (30), na Toca da Raposa I, pela segunda rodada da fase final do Mineiro Sub-20. Felipe Morais abriu a contagem logo na primeira chegada, Murilo Rhikman ampliou ainda no primeiro tempo, e o Galo reagiu na etapa final com Murillo após jogada de Cissé. Teve pressão até o último lance, mas a defesa celeste segurou o resultado.
O jogo na Toca da Raposa I
O clássico começou no volume máximo. Na primeira construção com paciência pelo corredor direito, o Cruzeiro encontrou espaço entre as linhas e Felipe Morais apareceu por dentro para finalizar de primeira. O gol, daqueles que mudam a temperatura de um clássico, deu confiança ao time da casa e desconcertou a marcação atleticana por alguns minutos.
Com vantagem, o Cruzeiro não recuou. A equipe adiantou a pressão no campo rival, encurtou as distâncias e rodou a bola com calma. Foi nesse cenário que brilhou o cérebro do time: Cauan Baptistella. De cabeça erguida, ele achou o passe vertical que quebrou a última linha. Murilo Rhikman, 19 anos, leu o lance, atacou o espaço e finalizou firme para fazer o segundo antes do intervalo.
O detalhe técnico dos dois lances passa pelas tomadas de decisão de Baptistella. Na primeira assistência, ele acelera o passe no tempo exato, evitando o bote do volante e deixando Morais de frente para o gol. Na segunda, prende meia fração de segundo, espera Rhikman desmarcar e serve no pé. Não é só o passe; é o entendimento do ritmo da jogada.
Rhikman vive fase de afirmação. Recém-renovado até janeiro de 2029, ele já vinha de boa campanha na Copa São Paulo e, neste clássico, mostrou repertório: presença na área, chegada por trás dos volantes e leitura de jogo para temporizar quando necessário. A finalização do 2 a 0 resume isso: calma, posicionamento e execução limpa.
Do outro lado, o Atlético não se perdeu. Voltou do intervalo mantendo a intensidade, adiantou os pontas e passou a povoar a área com cruzamentos. A insistência foi premiada aos 22 minutos da etapa final: depois de bola viva na área, Cissé, meio-campista de Guiné, dominou com tranquilidade e encontrou Murillo livre. Chute rasteiro, sem chance para o goleiro, e jogo reaberto.
Com o 2 a 1, o clássico virou teste de maturidade. O Galo tentou travar a saída celeste e encurralar o rival com aberturas pelos lados, mas a zaga cruzeirense se portou bem no jogo aéreo e nos duelos curtos. Houve espaço para contra-ataques, e o Cruzeiro quase matou em transições puxadas por Baptistella e Morais, mas faltou capricho no último passe.
O resultado pesa mais que os três pontos pela moldura do clássico e pelo momento da fase decisiva. Em etapas curtas, a margem de erro é pequena, e vitórias desse tamanho costumam encorpar a confiança do grupo. Além disso, a atuação coletiva sinaliza um time que sabe alternar ritmos, algo raro na base.
Base forte, portas abertas no profissional
No pós-jogo, Murilo Rhikman deixou claro o clima no clube: o técnico Leonardo Jardim tem atenção diária aos jovens, acompanha treinos, conversa, corrige e cobra. O meio-campista contou que a subida ao profissional neste ano aconteceu de forma natural, empurrada por boas atuações e pelo ambiente de confiança criado pela comissão. Em linguagem simples: os garotos sabem que serão vistos.
Essa ponte encurta caminhos. Quando o profissional está por perto, o Sub-20 joga diferente: decisões mais rápidas, menos erro não forçado e maior disciplina tática. O impacto aparece em detalhes, como a compactação sem bola e a coordenação da pressão pós-perda que o Cruzeiro mostrou no primeiro tempo. É formação, mas também é cultura do clube.
Há um componente estratégico por trás da renovação longa de Rhikman até 2029. Amarra patrimônio, protege contra investidas externas e dá tempo para evolução sem ansiedade. Na base, talento pede minutos e contexto. O caso do meia é exemplar: destaque na Copinha, consolidação no estadual e minutos observados no profissional. Degrau a degrau.
Entre os protagonistas da tarde, três perfis ajudam a explicar a vitória:
- Murilo Rhikman: meio-campista com leitura de espaço, bom tempo de infiltração e frieza na área. Participa da pressão, se oferece entre linhas e finaliza com qualidade.
- Cauan Baptistella: meia criativo, passe limpo entre linhas e visão para acelerar ou travar o ritmo. Fez duas assistências e conduziu a equipe nos momentos de aperto.
- Felipe Morais: atacante de movimentação inteligente, alterna o ataque à profundidade com o recuo para tabelas. Abriu o placar em lance que pede concentração máxima.
O Atlético também deixou sinais positivos. Cissé, vindo do futebol africano, mostra entendimento tático e calma para o último passe, algo valioso em jogos nervosos. Murillo apareceu com oportunismo dentro da área, aproveitando a única brecha limpa que a defesa cruzeirense ofereceu na etapa final. O desenho é de um time que compete, que não desmonta após sofrer e que tende a crescer com mais jogos decisivos.
Clássico de base não tem a pirotecnia da equipe principal, mas tem valor de formação que não cabe na súmula. O garoto aprende a lidar com pressão, a administrar vantagem e a sofrer sem perder a cabeça. Quem aguentou o segundo tempo deste duelo sai um passo à frente para a transição.
Calendário apertado, viagem curta e estudo do adversário fazem parte da rotina nesta fase. O Cruzeiro volta a campo já de olho em consolidar a liderança da chave e construir margem para a reta final. A comissão técnica trabalha para ajustar o time a partidas que pedem controle e aceleração nos momentos certos, sem abrir mão da identidade que o jogo de hoje exibiu.
Para além do placar, a partida serviu como vitrine da filosofia do clube: captar bem, desenvolver melhor e integrar o quanto antes. Quando o meia que brilhou na Copinha, o atacante que decide cedo e o garçom das assistências se encontram num clássico e entregam desempenho, fica claro que a engrenagem está girando no ritmo certo.
Na prática, isso significa ter elenco para disputar títulos na categoria e, mais importante, formar jogadores prontos para o salto. A vitória na Toca da Raposa I reforça essa rota. O clássico ficou em boas mãos, e a mensagem foi simples: com organização, personalidade e um meio-campo que pensa o jogo, a base celeste segue forte.
Paulo Garcia
setembro 1, 2025 AT 02:54Essa equipe do Cruzeiro tá jogando como se tivesse um monte de profissional escondido no meio e ninguém percebeu. Baptistella é um geniozinho do futebol moderno mas tá sendo ignorado pela imprensa que só fala de atacante que marca. O Atlético tá perdido sem um líder no meio e Cissé tá sozinho tentando salvar o time com um passe que nem o Neymar faz mais
Ayrton de Lima
setembro 1, 2025 AT 21:54Que espetáculo de jogo tático, meu Deus. O Cruzeiro operou como um sistema de inteligência artificial de alta precisão: cada movimento, cada deslocamento, cada passagem era uma equação resolvida em tempo real. Baptistella, com sua visão de campo que lembra Zidane com um toque de Pep Guardiola, não apenas jogou - ele *comandou*. O Atlético? Um bando de garotos com pressão de estação de metrô tentando defender uma fortaleza que nem sabia que estava sendo atacada. Rhikman? Um algoritmo de finalização com alma. Isso aqui não é futebol de base, é uma manifestação filosófica do esporte como arte pura
Luís Vinícius M C
setembro 2, 2025 AT 20:49Mano, que jogo lindo mesmo! Tava no estádio e a vibe foi outra. O pessoal do Cruzeiro tá jogando com confiança de verdade, e o Baptistella tá parecendo um veterano. O Atlético lutou, mas a defesa celeste foi de outro nível. Parabéns pro time e pro torcida, que não parou de cantar nem quando o Galo diminuiu
Iara Rombo
setembro 3, 2025 AT 21:06Essa vitória transcende o placar. É um retrato da cultura de formação que o Cruzeiro construiu silenciosamente. Não é só talento, é disciplina, é repetição, é confiança depositada no jovem antes dele estar pronto. A renovação de Rhikman até 2029? Um ato de fé institucional. O futebol moderno valoriza o imediato, mas aqui, eles estão construindo legado. O Atlético tem potencial, mas ainda não entendeu que base não se monta com contratações - se constrói com paciência e identidade
Thaiane Cândido
setembro 4, 2025 AT 14:03Se alguém acha que o Atlético perdeu por falta de talento tá enganado. O Murillo fez o gol, Cissé teve mais chances que o Morais, e o Cruzeiro só venceu porque o árbitro deixou passar 3 faltas no Baptistella. E o Rhikman? Tá bem, mas não é um fenômeno. Tá só na fase de aproveitar a bola parada e o erro alheio. O técnico do Cruzeiro tá se aproveitando da pressão do clássico pra esconder a falta de profundidade no time
Leroy Da Costa
setembro 5, 2025 AT 20:52Observando os dados de pressão e transições, o Cruzeiro teve 78% de eficiência na recuperação de bola na terça terça do campo e 92% de acerto nos passes decisivos. Baptistella lidera o ranking de passes para finalização na categoria com 5,2 por jogo. Rhikman tem 87% de aproveitamento em finalizações dentro da área. O Atlético sofreu 12 finalizações de dentro da área, só 3 foram certas. Isso aqui é análise estatística, não emoção. O jogo foi técnico, não mágico
johnny dias
setembro 6, 2025 AT 06:29Eu vi o jogo e to dizendo: o Baptistella é o futuro do Cruzeiro. Ninguém mais tá fazendo esse tipo de passe no Sub-20. O cara pensa 3 jogadas na frente. O Galo tá no lixo, não tem identidade. Mas o Cruzeiro? Tá com cara de time que vai brigar por tudo esse ano
Cheryl Ferreira
setembro 7, 2025 AT 20:07É importante destacar que a renovação contratual de Murilo Rhikman até 2029 não é apenas um ato de proteção patrimonial, mas uma estratégia de desenvolvimento de carreira alinhada às melhores práticas de gestão esportiva europeia. A ausência de pressão por resultados imediatos permite ao jovem atleta aprimorar sua tomada de decisão sem a interferência de expectativas externas. Isso, combinado à presença constante de Leonardo Jardim nos treinos, configura um modelo de formação que pode servir de referência para outros clubes brasileiros
andreia santos macena
setembro 8, 2025 AT 02:04Claro que o Cruzeiro venceu. Mas isso não muda o fato de que o Atlético é um time pior. Eles não têm estrutura, não têm identidade, e o técnico tá perdido. O gol foi sorte, o segundo foi contra a corrente. O que esse time venceu? Um clássico de base. Isso não é título, é um pódio de mentira. O verdadeiro teste é contra um time de ponta, não contra um time que ainda não sabe defender
Paulo Garcia
setembro 8, 2025 AT 19:12Essa mulher aí falou de gestão esportiva como se fosse uma reunião de conselho e não um jogo de futebol. O que importa é que o garoto tá jogando, tá brilhando, tá sendo visto. O resto é papo de consultor que nunca pisou num campo de grama real